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Tudo sobre a compra e venda de imóveis com total tranquilidade

Comprar ou vender um imóvel envolve mecanismos jurídicos e financeiros que se tornaram mais complexos nos últimos anos. Entre a evolução dos diagnósticos obrigatórios,…

Agent immobilier remettant les clés d'une maison à un couple acheteur devant une façade en brique moderne

Comprar ou vender um imóvel envolve mecanismos jurídicos e financeiros que se tornaram mais complexos nos últimos anos. Entre a evolução dos diagnósticos obrigatórios, as condições de empréstimo e os prazos inadiáveis no cartório, cada etapa merece ser compreendida antes de ser superada. Este artigo detalha os pontos de atenção concretos para garantir uma transação imobiliária, seja do lado do comprador ou do vendedor.

Auditoria energética e DPE: o que muda para a venda de um imóvel

Desde 1º de janeiro de 2025, a venda de uma casa individual ou de uma propriedade monofamiliar classificada como E, F ou G no DPE exige uma audiência energética regulamentar além do diagnóstico de desempenho energético clássico. Os apartamentos em condomínio não estão sujeitos a essa obrigação.

Por que esse ponto é decisivo? Porque o DPE agora é juridicamente vinculativo. Um comprador que constatar, após a assinatura do contrato, que a classe energética real do imóvel é inferior àquela exibida pode responsabilizar o vendedor. O DPE não é mais um simples documento informativo incluído no dossiê: um erro de diagnóstico pode resultar em litígios.

Além disso, os antigos DPEs realizados antes da reforma de 2021, incluindo os DPEs chamados “virgens”, não podem mais ser utilizados como justificativa válida durante uma venda desde o início de 2025. Se você está vendendo um imóvel cujo diagnóstico é de vários anos, será necessário refazê-lo de acordo com o método atualizado.

Um imóvel classificado como G também está proibido de ser alugado desde 1º de janeiro de 2025, com um cronograma progressivo para as classes F e E. Para um proprietário-locador, a questão se coloca concretamente: realizar obras de renovação energética ou vender o imóvel no estado, integrando um desconto relacionado à ineficiência energética. Essa restrição regulamentar pesa diretamente sobre o preço de venda e sobre a negociação com o comprador.

Várias plataformas especializadas centralizam os anúncios de imóveis com suas características detalhadas, e algumas oferecem um acompanhamento dedicado. Os anúncios disponíveis no site Vènerie Immo permitem, por exemplo, consultar imóveis com suas informações técnicas antes mesmo de organizar uma visita.

Homem examinando atentamente um contrato de venda imobiliária em seu escritório em casa com documentos e um laptop

Compromisso de venda e promessa: dois compromissos a não confundir

Você encontrou o imóvel que corresponde ao seu projeto. A oferta de compra foi aceita. Chega então a assinatura de um pré-contrato, mas qual deles?

O compromisso de venda obriga ambas as partes: vendedor e comprador se comprometem mutuamente a concluir a transação. Se o comprador desistir fora do prazo legal e fora das condições suspensivas, o vendedor pode exigir a execução forçada da venda ou reter o depósito de garantia.

A promessa unilateral de venda, por sua vez, obriga apenas o vendedor. O comprador dispõe de um prazo (chamado “opção”) para decidir se compra ou não. Em contrapartida, ele paga uma indenização de imobilização, geralmente proporcional ao preço.

Condições suspensivas a verificar antes de assinar

As condições suspensivas protegem o comprador. Se uma delas não for cumprida, a venda é anulada sem penalidade. Aqui estão as mais comuns:

  • A obtenção do empréstimo imobiliário dentro de um prazo definido no compromisso. Sem essa cláusula, uma recusa de crédito não libera o comprador.
  • A ausência de servidão de urbanismo ou de preempção pela prefeitura, verificada pelo cartório após a recepção do dossiê.
  • A realização de obras prévias acordadas entre as partes, ou a obtenção de uma licença de construção se o projeto exigir.

O prazo de desistência legal é de dez dias a partir da notificação do compromisso. Esse prazo começa a contar a partir do dia seguinte à primeira apresentação da carta registrada ou da entrega em mãos.

Empréstimo imobiliário e capacidade de empréstimo: os critérios que determinam seu orçamento

A capacidade de empréstimo depende de várias variáveis que o banco analisa em conjunto. A taxa de endividamento máxima, a renda líquida, a estabilidade profissional e a entrada pessoal formam a base da análise.

Antes de começar as pesquisas, solicitar uma simulação de empréstimo junto ao seu banco ou a um corretor permite definir um orçamento realista. Procurar um imóvel sem conhecer sua capacidade de empréstimo é como mirar no escuro.

Custos adicionais a serem integrados no cálculo do preço de compra

O preço exibido no anúncio não é o custo final. Vários itens se acrescentam:

  • Os honorários do cartório, que representam uma parte significativa do preço no mercado de imóveis antigos (mais altos do que no novo).
  • Os custos de garantia do empréstimo (hipoteca, caução bancária ou privilégio do credor).
  • Os eventuais custos de agência, a cargo do comprador ou do vendedor, dependendo do mandato assinado.
  • O custo dos diagnósticos complementares ou das obras identificadas durante as visitas.

Não provisionar esses custos adicionais pode comprometer o financiamento ou obrigar a revisar o projeto para baixo no último momento.

Casal visitando um apartamento vazio em reforma com um plano em mãos, paredes de concreto exposto e vista urbana ao fundo

Assinatura do contrato de venda no cartório: o que acontece no dia D

Entre a assinatura do compromisso e a do ato autêntico, vários meses se passam. O cartório verifica a situação jurídica do imóvel, purga o direito de preempção urbana, coleta os diagnósticos e se assegura de que as condições suspensivas foram cumpridas.

No dia da assinatura, o cartório lê a totalidade do ato. O comprador se torna proprietário assim que assina o ato autêntico, e não na entrega das chaves, que pode ocorrer no mesmo dia ou em uma data acordada.

O vendedor recebe o preço de venda por transferência, descontando o saldo eventual de seu empréstimo (se houver liberação de hipoteca) e os custos. Em caso de revenda rápida, a mais-valia imobiliária pode ser tributada, salvo isenção relacionada à residência principal.

A ineficiência energética que pesa sobre os preços, o DPE vinculativo que expõe os vendedores, as condições suspensivas que protegem os compradores: cada mecanismo tem sua lógica. Dominar esses pontos antes de se comprometer evita surpresas desagradáveis, seja comprando sua primeira casa ou colocando um apartamento à venda.

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